O Ministério da Educação deu, esta quarta-feira, orientações às escolas para flexibilizarem os programas e metas de matemática, que têm sido alvo de críticas pelos professores pela sua extensão e alegada inadequação à faixa etária dos alunos.

O gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues anunciou que acaba de enviar às escolas as orientações para a gestão das matérias a lecionar tanto no ensino básico como no secundário, após um trabalho desenvolvido com a Associação de Professores de Matemática (APM) e a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM).

Segundo o ministério, os principais problemas sinalizados pelas escolas prendiam-se com a extensão dos programas, que “não permitiam a consolidação das aprendizagens”, com a antecipação de matérias e com “a inadequação de alguns conteúdos às faixas etárias”.

Os programas instituídos pela anterior tutela mantêm-se em vigor, mas há aspetos que podem ser lecionados ao longo do ciclo de ensino e admite-se a possibilidade de haver objetivos a atingir “em anos diferentes do inicialmente previsto”.

O ministério determina ainda que conteúdos não fundamentais possam ser lecionados facultativamente, “em função das necessidades da turma e dos ritmos de aprendizagem”.

A medida é encarada como “um primeiro passo na indução generalizada de flexibilização do currículo” que se desenhará após a aprovação do perfil de aprendizagem dos alunos no final dos 12 anos de escolaridade, em preparação por um grupo de trabalho nomeado pelo secretário de Estado da Educação, João Costa.