O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou este domingo que a autonomia das escolas tem tido «progressos notáveis» ao nível curricular e de horários, apesar das críticas do Conselho das Escolas.

«Fomos nós que tomámos a iniciativa de pedir ao Conselho das Escolas que nos desse sugestões em relação a vários aspetos de funcionamento e de simplificação do sistema administrativo. A autonomia das escolas teve progressos notáveis. Um deles é o aspeto curricular, há uma maior autonomia de horários e num conjunto de aspetos que são decisivos para o funcionamento da escola», disse Nuno Crato aos jornalistas.

O Conselho das Escolas, em que estão representados os diretores de escolas e agrupamentos, produziu um parecer em que critica o «reforço do centralismo administrativo e da burocracia», verificado na organização do ano letivo em curso, apesar dos diplomas que a regularam invocarem a «autonomia».

Nuno Crato, confrontado com os jornalistas à margem da entrega de prémios das XXXII Olimpíadas Portuguesas de Matemática, disse que as opiniões do Conselho das Escolas vão ser analisadas com atenção, mas sublinhou que a autonomia das escolas tem tido desenvolvimento em várias áreas do seu funcionamento.

O ministro preferiu falar sobre as Olimpíadas Portuguesas de Matemática, em cuja organização já esteve envolvido antes de desempenhar funções ministeriais.

«Têm sido um sucesso nacional e internacional. É apaixonante ver o orgulho de alunos, pais e professores por verem estes jovens medalhados e recompensado o esforço. O que se tem verificado nos últimos anos é que este entusiasmo transborda para além-fronteiras e os nossos jovens que vão às Olimpíadas Internacionais e às Ibero-Americanas obtêm mais sucesso, o que significa que estamos a melhorar», comentou.

Nuno Crato reafirmou a importância das disciplinas de Matemática e Português na formação dos estudantes: «São o motor do estudo de várias matérias e temo-nos concentrado nessas disciplinas fundamentais porque sabemos que, tendo sucesso nessas disciplinas, é meio caminho andado para que todas as outras funcionem bem».

As Olimpíadas, que este ano envolveram 35 mil alunos e, pela primeira vez, 18 mil pertencentes ao 1.º ciclo, são organizadas pela Sociedade Portuguesa de Matemática, com o objetivo de desenvolver o conhecimento da matemática, o treino do raciocínio e o gosto pelos desafios matemáticos.