O ministro da Educação, Nuno Crato, garantiu esta sexta-feira que o processo de colocação de professores nas escolas está praticamente resolvido e que, na próxima semana, os casos de alunos sem professores serão «residuais».

Cinco semanas após o arranque do ano letivo e depois de ter anunciado mudanças na forma de gerir a Bolsa de Contratação de Escola (BCE), Nuno Crato considerou hoje que «o essencial está resolvido».

«Nós, neste momento, já corremos as várias bolsas de recrutamento, já corremos as bolsas de colocação de escola e esta semana o essencial está resolvido», afirmou o ministro quando questionado sobre o número de docentes que ainda faltam nas escolas, à margem da sessão de encerramento do Workshop «Estratégia de Competências da OCDE - Uma estratégia de competências para Portugal», no Museu do Oriente, em Lisboa.

Nuno Crato acredita que alunos sem professores serão «apenas casos residuais» a partir da próxima semana, altura em que passam a ser os diretores escolares a contactar os docentes da BCE para fazer face ás necessidades das escolas.

Reconhecendo falhas no processo de colocação de professores, o ministro reafirmou que irá ser introduzido «um conjunto de correções» e que o ministério pretende iniciar esse processo mais cedo, tal como tem vindo a ser pedido pelos diretores escolares.

Sobre a redução de professores com horários zero, Crato considerou ser «uma boa notícia»: «Significa que os professores do quadro estão a ser mais utilizados para aquilo que eles querem fazer porque ninguém se candidata para horário zero e todos querem que os professores tenham um horário completo», afirmou