Os colégios visados pela redução de financiamento por parte do Ministério da Educação voltam a protestar contra os cortes no próximo domingo, com uma manifestação em Lisboa, enquanto mantêm a intenção de responder aos mesmos nos tribunais.

No final de uma reunião que decorreu hoje e juntou vários representantes de visados por esta redução do financiamento, o diretor executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) disse à agência Lusa que os colégios aguardam conhecer o estudo do Ministério da Educação que terá justificado a medida.

A intenção destes estabelecimentos é de, para já, prosseguirem com as matrículas dos alunos, independentemente da lista que o Ministério da Educação (ME) divulgou na sexta-feira dos 40 colégios com contrato de associação que, no próximo ano, poderão abrir turmas de início de ciclo (5.º, 7.º e 10.º ano) financiadas pelo Estado.

Recorde-se que, este domingo, António Costa "fintou" o protesto dos colégios em Coimbra e passou de forma discreta. Três centenas de pais e professores de colégios com contrato de associação aguardavam pela chegada do primeiro-ministro.

De fora ficaram 39 colégios que estão localizados em zonas onde existe oferta de escola pública e que, por isso, vão continuar a receber financiamento apenas pelas turmas que já estão em funcionamento, até que os alunos terminem o ciclo de estudos em que se encontram.

“Temos contratos em vigor que nos permitem e obrigam as matrículas e é isso que vamos fazer. Não desistiremos do nosso direito de educar estas crianças na gratuitidade”, afirmou Rodrigo Queiroz e Melo.

As escolas aguardam ainda por conhecer, caso a caso, quais as que não vão ser apoiadas, devendo responder com o recurso à justiça.

“A justiça tomará o seu cargo a resolução do problema”, disse.

Garantindo que “pais, professores e alunos estão unidos nesta luta”, Rodrigo Queiroz e Melo anunciou uma nova manifestação contra os cortes no próximo domingo, em Lisboa.