Pelo menos 2.416 bolsas de doutoramento para investigação de excelência vão ser atribuídas até 2018, num investimento público de 190 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira a secretária de Estado da Ciência, num balanço feito à imprensa em Lisboa.

As bolsas são concedidas ao abrigo dos concursos de 2012 e 2013 dos programas de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), entidade pública que financia a investigação científica. Os programas têm uma duração de quatro anos.

O concurso lançado em finais de 2012, o primeiro, mas com efeitos práticos este ano, aprovou 58 programas, totalizando uma média anual de 400 bolsas, enquanto o de 2013, com efeitos a janeiro de 2015, aprovou menos programas - 38 - correspondendo em média a metade das bolsas por ano.

Entre 2015 e 2017, com os 96 programas aprovados nos dois concursos a decorrerem em simultâneo, serão concedidas anualmente 600 bolsas.

O presidente da FCT, Miguel Seabra, lembrou que os resultados do concurso de 2013, apresentado como uma extensão do de 2012, são ainda provisórios, dado que está em curso a fase de audiência prévia, em que os candidatos excluídos podem contestar, muito embora preveja alterações pouco significativas nos números indicados.

Os programas de doutoramento da FCT visam, de acordo com a entidade tutelada pelo Ministério da Educação e Ciência, «promover a formação científica pós-graduada de excelência e contribuir para a criação de colaborações estreitas» entre as instituições universitárias, as unidades de investigação e desenvolvimento nacionais e internacionais e as empresas.

Do total de programas aprovados, nos concursos de 2012 e 2013, apenas sete são desenvolvidos em colaboração com empresas. A maioria dos projetos aprovados (65 por cento) envolve instituições de investigação portuguesas, com as ciências exatas e da engenharia (44 por cento) a liderarem, isoladas, a lista de domínios científicos submetidos a bolsas.

O financiamento das bolsas é atribuído diretamente às instituições com projetos de investigação aprovados.

Os programas de doutoramento da FCT contam, além do investimento público, com financiamento das empresas parceiras, cujo montante, equivalente a 25 por cento do total do custo das bolsas em que participam, não foi revelado.

O balanço feito hoje pela secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira, em conjunto com o presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Miguel Seabra, decorreu no Ministério da Educação e Ciência.

A tutela não avançou uma data para o lançamento de um novo concurso para os programas de doutoramento da FCT e o montante de investimento estimado.