O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Joaquim Mourato, defendeu hoje a importância de haver "rapidamente um orçamento", em nome da estabilidade das instituições.

"Vivemos um momento difícil e de incerteza, sem orçamento [do Estado] para 2016. Em nome da estabilidade das instituições é importante que o financiamento pelo regime duodecimal não vigore por muito tempo e que tenhamos rapidamente um orçamento", afirmou Joaquim Mourato.


O presidente do CCSIP, que falava durante as comemorações dos 35 anos do Instituto Politécnico de Castelo Branco, disse ainda que "estamos num tempo de lançar projetos, de assumir compromissos". "Só o podemos fazer num clima de estabilidade".

"As instituições politécnicas contam com mais alunos, anseiam por um financiamento estável e esperam da tutela e dos demais atores do ensino superior, diálogo e confiança nas instituições", sustentou.


Para Joaquim Mourato, é necessário um modelo de financiamento ajustado à realidade, estável, de caráter plurianual e orientado para atividades e resultados.

"Temos insistido com várias propostas para um quadro de princípios para o financiamento das instituições do ensino superior, designadamente a indexação do financiamento ao Produto Interno Bruto [PIB], começando por se situar na média dos países da OCDE", disse.

Segundo o responsável do CCSIP, esta medida cria estabilidade ao sistema, oscilando em função do desempenho da economia e, por conseguinte, da capacidade de financiamento do Estado.

Defendeu ainda um financiamento da ação social com regras, "que introduza justiça" para todos os estudantes, independentemente da instituição que frequentam e a introdução de critérios que promovam a coesão territorial e prevejam os custos de insularidade.

Já o presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), Carlos Maia, disse, durante o discurso inaugural das comemorações, que 67,7% dos candidatos colocaram a instituição albicastrense como primeira opção, e que a taxa de ocupação de vagas, nos cursos de licenciatura do IPCB, se fixaram nos 94%.

Este responsável sublinhou ainda que atualmente 60% dos docentes da instituição são doutorados.

Carlos Maia realçou também o impacto económico "muito significativo" que o IPCB tem na comunidade envolvente e na região.