Sete pessoas acusadas de pertencerem a uma rede de tráfico de heroína que operava na Área Metropolitana de Lisboa, mas que era dirigida a partir da Holanda, começaram hoje a ser julgadas no Tribunal de Loures.

O grupo organizado era alegadamente liderado por um cidadão turco, com nacionalidade holandesa, e que a partir de Roterdão (Holanda) geria os sete colaboradores que tinha em Portugal através do telefone.

De acordo com a acusação, os sete colaboradores são suspeitos de «distribuir estupefacientes em grande escala» entre 2011 e o final de 2012.

Segundo relatou aos juízes um dos supostos envolvidos neste processo, o único que aceitou fazer declarações, a droga era armazenada numa casa alugada em Massamá, no concelho de Sintra, cuja renda era assegurada pelo cidadão turco.

«A mim pediram-me para alugar uma casa em Portugal e que ficasse responsável pela chave. Eu apenas abria e fechava a porta», contou.

O arguido explicou ainda que aceitou colaborar com a rede a troco de uma verba mensal a rondar os 1000 euros e ainda do valor da renda da casa.

«Apenas quero dizer que estou arrependido, e não quero responder a nenhuma pergunta», afirmou quando confrontado com perguntas do coletivo de juízes.

A próxima sessão do julgamento está marcada para a próxima quarta-feira às 09:30 na 1.ª vara de competência mista do Tribunal de Loures.