O aumento de pedidos de mobilidade por doença para o próximo ano letivo está a provocar indignação no distrito de Bragança. Até agora, 362 professores terão invocado motivos de saúde, seus ou de familiares, para serem destacados ao abrigo deste expediente, segundo escreve o jornal local  “O Mensageiro de Bragança”.

A situação está a indignar os professores de quadro de zona pedagógica e os diretores de agrupamentos.

Ainda segundo o mesmo jornal, uma grande parte destes docentes (121) pediu para ser colocada no Agrupamento Emídio Garcia, na capital de distrito.O diretor deste agrupamento diz mesmo que não tem espaço para acolher tantos professores.

Os professores de quadro da zona pedagógica têm receio de não ficar colocados e ponderam mesmo recorrer aos tribunais. Com a deslocação de docentes para um determinado agrupamento, o número de vagas disponíveis para outros professores neste estabelecimento diminui e, por isso, professores com vários anos de serviço podem ficar para trás.

Os pedidos de mobilidade por doença são feitos com base em relatórios médicos que atestam a doença e a necessidade de deslocação. A legislação prevê que os docentes com determinadas doenças ou que necessitam de tratamentos específicos podem pedir para mudar de estabelecimento de ensino. Os pedidos também podem ser efetuados caso se trate do cônjuge ou de descendentes dependentes.

O elevado número de casos no distrito de Bragança já terá levado o Ministério da Educação a investigar.