A Fenprof inicia esta segunda-feira dois dias de ações contra a prova de acesso à carreira docente com a entrega nos tribunais de providências cautelares contra a implementação da prova já regulamentada em diploma publicado no «Diário da República».

As providências cautelares da Federação Nacional de Professores (Fenprof) contra a prova de acesso à carreira docente serão entregues hoje nos Tribunais Administrativos e Fiscais de Lisboa, Porto, Coimbra, Beja, Funchal e Ponta Delgada.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, vai marcar presença na entrega da ação judicial em Coimbra, pelas 11:00.

Para terça-feira, a Fenprof agendou a entrega da petição pública contra a concretização da prova à presidência da Assembleia da República, pelas 10:30, que, referiu a federação sindical em comunicado, foi «subscrita, em poucos dias, por mais de dez mil docentes».

À mesma hora a Fenprof vai reunir com os grupos parlamentares «para apresentação do documento e das fortes razões que levam os peticionários a esperar dos(as) deputados(as) iniciativas que acabem de vez com a perversa prova de acesso à profissão docente».

Também na terça-feira, mas pelas 14:30, a Fenprof vai promover «o momento do protesto e dos testemunhos», junto ao Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, para onde está agendada uma reunião com os representantes do Ministério da Educação e Ciência (MEC), pelas 16:00.

O objetivo do protesto, sublinhou a federação sindical, é dar voz a testemunhos «de docentes que, não obstante o seu trajeto profissional e as provas já dadas, se encontram ameaçadas por mais esta reprovável medida do governo».

A Fenprof vai ainda entregar no MEC a petição contra a prova de acesso à carreira, sob a forma de abaixo-assinado.