Há mais um arguido no processo “Marquês”. Trata-se de Diogo Gaspar Ferreira, presidente do conselho de administração do resort de Vale do Lobo, no Algarve.
 
Numa entrevista ao jornal Expresso na sexta-feira, horas antes de ser interrogado no DCIAP, o gestor considerou que tanto ele como o empreendimento turístico estão a ser vítimas de uma “cabala”sem sentido.
 
As suspeitas do Minisitério Público surgiram na investigação ao chamado processo do “Marquês”, depois de uma carta rogatória da Suíça ter revelado que pelo menos 14 milhões de euros depositados em contas do empresário Carlos Santos Silva tiveram origem no sócio do empreendimento, Hélder Bataglia, e num cidadão holandês proprietário de uma moradia em Vale do Lobo.
 
A investigação acredita que a conta na Suíça pertence na verdade a José Sócrates e investiga agora possíveis atos de corrupção do ex-primeiro-ministro a troco de benefícios para o resort algarvio.
 
CEO do resort Vale do Lobo torna-se, assim, no oitavo arguido do processo que envolve José Sócrates, que viu esta semana a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva, renovada, seis meses depois de ter sido detido no aeroporto de Lisboa.