A infecção que matou uma criança de sete anos, aluna do Centro Escolar da Gandra, na Maia, “terá sido contraída a partir de fonte alimentar”, esclarece a Direção Geral de Alimentação e Veterinária.

Em comunicado enviado à TVI, a DGAV indica mesmo que a bactéria foi “já identificada pela Autoridade de Saúde” e que se trata de E. coli (Escherichia coli).

Na quarta-feira, alguma imprensa tinha avançado a possibilidade de um hamster, animal de companhia da menina, ser a fonte de contágio, mas a DGAV refutou a hipótese.

Na sequência de diversas notícias relatando a ocorrência da morte de uma criança no concelho da Maia, cuja origem tem sido atribuída a contágio a partir de um hamster, animal de companhia na família da vítima, a Direção Geral de Alimentação e Veterinária esclarece que não há qualquer evidência de que o foco de contágio tenha sido o animal de estimação, tendo em conta que nenhuma das doenças transmitidas dos roedores para os humanos provoca diarreia e vómitos nas pessoas atingidas.”

A menina de sete anos morreu na segunda-feira, após vários dias de internamento no Hospital de São João, no Porto, onde chegou em estado grave, depois de ter sido transferida do Hospital Privado de Alfena, em Valongo. Joana Teixeira apresentava um quadro clínico de vómitos e diarreia, sintomas que a Direção Geral de Alimentação e Veterinária, recorde-se, disse não serem de doenças transmitidas dos roedores para os humanos.

No mesmo dia, a Autoridade de Saúde do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Maia/Valongo anunciou estar a investigar a doença infecciosa que estaria na origem da morte da menor.

Contactada pela Lusa, a delegada de Saúde Regional do Norte, Maria Neto, confirmou a morte devido a doença infecciosa, de notificação obrigatória, que se adquire, “principalmente, através da ingestão de alimentos ou água contaminados, sendo também possível a transmissão pessoa a pessoa (fecal‐oral)”.

O diretor do Agrupamento de Escolas de Águas Santas, na Maia, Manuel Ferreira, lamentou a morte da aluna, adiantando que, depois de ter recebido uma notificação, na quinta-feira, do Centro Hospitalar São João, pediu esclarecimentos “às entidades competentes”. Disse também estar convencido de que “não há motivo para alarme”, uma vez que a escola está a cumprir os procedimentos recomendados.