A GNR deteve este ano 40 pessoas pelo crime de incêndio florestal e aplicou 2.007 multas relacionadas com a defesa da floresta, sendo a maior parte por falta de limpeza da vegetação, indicou hoje aquela força de segurança.

Numa nota para divulgar a sua atividade operacional no âmbito do combate aos fogos, a Guarda Nacional Republicana adianta que, entre janeiro e 30 de setembro, deteve 40 pessoas em flagrante delito pelo crime de incêndio florestal e identificou 486 suspeitos.

Desde o início do ano, a GNR levantou 2.007 autos de contraordenação relacionados com a defesa da floresta contra os incêndios, sendo a maior parte relativos à falta de limpeza da vegetação junto a habitações, equipamento e infraestruturas e a adoção de comportamentos de risco ligados ao uso de fogo.

A GNR registou ainda 4.040 autos de notícia relativos ao crime de incêndio.

Integrados no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais (DECIF), 665 militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR realizam 4.543 missões helitransportadas de combate em primeira intervenção, com uma percentagem de sucesso de 97,25 por cento, adianta a nota da corporação.

No âmbito do DECIF, os 665 militares guarneceram 21 helicópteros, ligeiros e médios, com equipas de cinco e oito militares.

A época mais crítica em incêndios florestais terminou na segunda-feira com mais de 120 mil hectares de área ardida, a maior dos últimos três anos, e nove mortos, oito dos quais bombeiros.