Onze portugueses foram detidos, esta sexta-feira, na capital do Brasil por associação criminosa e estelionato (crime semelhante à burla) e enfrentam penas até oito anos de prisão, de acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal.

"Esta sexta-feira, a Polícia Civil do Distrito Federal, por intermédio da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf/Dicon), prendeu onze portugueses que praticavam golpes no Distrito Federal", lê-se num comunicado enviado à agência Lusa.

No documento, a mesma entidade policial acrescentou que "os portugueses presos vão responder pelos crimes de associação criminosa e estelionato e a pena pode chegar até oito anos de reclusão".

A ação policial, denominada "Operação Ilusionista", decorreu em seis endereços da cidade de Águas Claras, próxima da capital do país, Brasília, e ali "também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão", de acordo com a mesma fonte.

De acordo com a polícia, os portugueses "apresentavam-se em carros de luxo e bem vestidos" e "simulavam que estavam a fechar um stand de vendas num centro comercial da cidade e a voltar para a Europa, mas que o imposto seria muito alto para regressar com os produtos".

"Dessa forma, explicavam às vítimas que vendiam as mercadorias a preço de custo. Trata-se de estelionato que ficou conhecido como ‘Golpe do Português'", lê-se no comunicado.

As vítimas eram abordadas nas ruas do Distrito Federal e, "para facilitar a venda, os estelionatários tinham várias máquinas de cartão de crédito, que também foram apreendidas", de acordo com a polícia.

Os portugueses ofereciam "canetas de marcas famosas, perfumes importados, jaquetas de couro, faqueiros, camisas de grife, relógios, entre outros itens, todos falsificados" e comprados no Estado de São Paulo, sendo que o lucro do grupo ultrapassava os 90 por cento.

Também foram apreendidos oito veículos considerados de luxo e muitos produtos falsificados que estavam dentro dos apartamentos e dos carros.

"Eles permanecerão presos até ao cumprimento da pena e, depois, ficam sob custódia da Polícia Federal até serem expulsos do país", explicou o chefe da Corf, Jeferson Lisboa, citado no documento.