A militante do PCP de Mirandela desaparecida desde terça-feira, Catarina Amaro, foi localizada pela PSP em Mirandela, distrito de Bragança, sem ferimentos, aparentando «estar em baixo» e dispensando ajuda da polícia.

Catarina Amaro, de 34 anos, foi encontrada pelas 9:35 no interior da sua viatura, estacionada «próximo da sua residência», em Mirandela, e manifestou «apenas interesse em ir para junto dos pais», que residem na zona de Vila Flor, coisa que fez pelos próprios meios, adiantou a mesma fonte.

«Não necessitou de qualquer tipo de ajuda e não prestou declarações sobre o que se passou. Queria apenas ir ter com a família», acrescentou.

A mesma fonte notou que Catarina Amaro foi localizada «na cidade» de Mirandela e que um agente da PSP «falou com ela».

«Não quis ajuda, não foi visto nada de mais com ela, aparentava apenas estar em baixo», indicou a fonte policial ouvida pela Lusa.

A direção regional do PCP de Bragança manifestou na sexta-feira «preocupação e apreensão» com o desaparecimento, em Mirandela, de um dos membros da organização partidária, Catarina Amaro, que não era vista há quatro dias.

Em resposta a solicitações de vários órgãos de Comunicação Social, a direção regional do partido manifestou ainda, por escrito, «apoio e solidariedade à família e amigos».

A organização partidária esclarece também que, «face a eventuais confusões motivadas» por notícias que a apresentavam como candidata à Câmara de Mirandela, que «a candidata da CDU é Eduarda Carvalho, professora, 61 anos, independente, cuja candidatura foi apresentada publicamente no passado dia 20 de junho».

Catarina Amaro desapareceu na terça-feira e o caso foi imediatamente divulgado nas redes sociais.

Fonte policial confirmou na sexta-feira à Lusa que «foi feita uma participação do desaparecimento, inicialmente à GNR, e o Ministério Público delegou posteriormente na PSP as diligências» sobre o caso.

Nas diligências já realizadas pelas autoridades, «foi pedida a localização celular» do telemóvel que «deu sinal», na quinta-feira, «na zona entre o Pópulo e Murça», no distrito vizinho de Vila Real.

De acordo com a fonte, a PSP e a GNR fizeram de imediato diligências conjuntas no local, nomeadamente procuraram a viatura da desaparecida à beira da estrada e noutros locais e falaram com pessoas, sem sucesso. As autoridades espalharam ainda fotografias na zona.

O sinal de telemóvel durou «um pequeno período de tempo e desapareceu e nunca mais apareceu», segundo a fonte.