Numa altura em que o desemprego é um dos maiores flagelos de Portugal e milhares de licenciados procuram além-fronteiras um porto seguro, não é possível ignorar que há 81 cursos superiores que revelaram, em dezembro de 2014, uma taxa de desemprego de 0%.
 
 


A lista com os nomes dos cursos e respetivas universidades foi enviada aos estabelecimentos de ensino superior pelo Ministério da Educação e Ciência. O jornal online Observador avançou a informação em 1ª mão, mas a TVI também teve acesso ao documento.

Os valores referem-se apenas aos Estabelecimentos de Ensino públicos. De fora ficam os privados. 

Na próxima segunda-feira, diz 20 de julho, começa a primeira fase de candidaturas ao ensino superior e muitos fatores, como esta lista, pode ajudar no momento de escolher o primeiro curso da lista.

Antes, no domingo, o Ministério da Educação vai revelar quantas vagas vão abrir, este ano, para cada curso.

No top dez, considerando o número de alunos inscrito no curso, temos:
 
  • 1- Universidade de Lisboa - Medicina (1316 alunos)
  • 2 - Universidade Coimbra - Medicina (1042 alunos)
  • 3 - Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Médicas - Medicina (802 alunos)
  • 4 - Universidade do Porto - Instituto Abel Salazar - Medicina (637 alunos)
  • 5 - Universidade da Beira Interior - Medicina (320 alunos)
  • 6 - Universidade do Minho - Medicina (258 alunos)
  • 7 - Universidade Madeira - Engenharia Informática (177 alunos)
  • 8 - Universidade dos Açores - Escola de Enfermagem Ponta Delgada - Enfermagem (152 alunos)
  • 9 - Universidade da Madeira - Educação Básica (142 alunos)
  • 10 - Universidade dos Açores - Ponta Delgada – Relações Públicas e Comunicação (142 alunos)

Olhando para os lugares de topo, Medicina parece ser a opção certa para quem gosta, quem quer e quem tem médias para tal. Conseguir um emprego é quase garantido. 

Mas estes dados, agora revelados, podem causar alguma confusão e foi isso mesmo que Inês Meneses, da Associação Better Future, lembrou em declarações à TVI.
 

“Se virmos alguns curso cujas taxa de desempregabilidade é nula têm cinco formandos. Como é que se chega a essa taxa, a esse número? Tenho algumas reticências em analisar esses dados, porque não percebo exatamente quais são os critérios dessa empregabilidade”.


Mas entre os cursos com desempregabilidade zero encontramos outras áreas muito distintas como, por exemplo, algumas Engenharias, Gestão Industrial, Estudos Clássicos, Física, Engenharia Informática ou Restauração e Catering.
 
Além de Medicina, que olhando para todos os sete cursos existentes em Portugal e o total de alunos inscritos entre 2009/10 a 2012/13, apresenta uma taxa de desemprego de 0%, outro curso se destaca pela garantia quase certa de emprego: Eletrónica e Automação. Neste caso a taxa ronda os 3,4%. 

No caso de Medicina falamos de um universo de 5.369 diplomados, enquanto em Eletrónica e Automação o número sobe para 10.102 alunos.

A área de Física e Matemática também mostram baixas taxas de desemprego, 3,6% as duas.

Outro curso que também revela uma taxa de desemprego de 0% é Ambientes Naturais e Vida Selvagem, todavia, este curso apenas formou 65 estudantes nos últimos anos.

A área de enfermagem tem também uma boa empregabilidade. Dos 8.126 alunos diplomados, apenas 334 estão inscritos no Instituto de Emprego (4,1%).

Olhando para os dados estatísticos não deixa também de ser impressionante a elevada empregabilidade alcançada pelos alunos da Universidade dos Açores (1.932 alunos), cuja taxa de desemprego está nos 0,60%. Sendo que no caso da Universidade da Madeira (1.871 alunos) a taxa é ainda mais baixa e está nos 0,50%.  São as melhores médias nacionais. 

Quando se olha para Portugal Continental, o melhor resultado vai para a Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (1.175 alunos) com um valor de 2,1%. Segue-se depois A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (1.221 alunos com 4%, a Universidade Nova de Lisboa (7.812 alunos) com 4,1% e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (1.128 alunos) com 4,6%.