O Movimento em Defesa do Rio Tinto, Gondomar, denunciou este domingo que, desde sábado, mais de sete milhões de litros de esgoto foram lançados sem tratamento naquele rio porque a ETAR do Meiral «não estava em funcionamento».

Num documento enviado à agência Lusa, o MoVe Rio Tinto considera tratar-se de «mais uma situação profundamente inadmissível» que traduz a incapacidade daquela Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para tratar o efluente que diariamente é rejeitado naquele curso de água.

Apontando a ETAR do Meiral como «mais um remendo de cinco milhões [de euros] que não garante a despoluição» do rio Tinto, o movimento acusa a empresas Águas de Gondomar, «com a tolerância da ARH-Norte [Administração da Região Hidrográfica do Norte]/Agência Portuguesa do Ambiente e, até há pouco tempo, com a inconsequência dos poderes municipais», de «continuar a maltratar o rio Tinto».

Convicto da incapacidade da ETAR do Meiral para tratar a poluição no rio Tinto, o MoVe Rio Tinto defende o prolongamento do emissário até à ETAR do Freixo, «ou, não possuindo a ETAR do Freixo capacidade para tal, o seu prolongamento até ao estuário do Douro».