Luís Vieira viu pela última vez o filho de oito anos no dia 27 de dezembro. A mãe, Ana Grácio, e a criança estão desaparecidas desde dezembro. A mulher, que foi condenada a 16 anos de prisão pelo homicídio de um jovem em 2015, está incontactável. Em entrevista no programa SOS24, da TVI24, nesta sexta-feira, Luís Vieria queixou-se de não estar a receber qualquer apoio das autoridades. 

Andei uma semana para conseguir fazer queixa de um desaparecimento”, declarou.

O pai da criança participou o desaparecimento do menor à GNR, mas foi informado de que o caso não poderia ser tratado como um desaparecimento porque quem tem a guarda da criança é a mãe. Quando muito, poderia haver um incumprimento.

Depois, o pai falou com a GNR de Monte Redondo, Leiria, onde obteve a mesma resposta.

Acho um bocado estranho já ter passado mais de um mês e não ter havido perguntas, nem a mim, nem a ninguém”.

Ana Grácio foi condenada a 16 anos pelo homicídio de um jovem em 2015 e está indiciada pelos crimes de associação criminosa e exercício ilegal de segurança privada. Luís Vieira disse que só teve conhecimento do homicídio pelo qual Ana foi condenada três anos depois de o crime ter ocorrido, através da comunicação social. 

Segundo o pai, uns meses antes de ter desaparecido, o filho contou na escola que tinha ido fazer o passaporte com a mãe.

Depois de uma conversa com a professora tive de ser eu a ir ao registo civil perguntar se tinha sido feito um passaporte".

A TVI sabe que, a 16 de dezembro, Ana procurou um carro para alugar na Zona de Leiria e que vendeu todos os seus bens. 

Luís Vieira fala na possibilidade de a mulher ter fugido com o filho para França, onde tem família, para fugir à pena que tem de cumprir. Luís acredita que alguém a deverá ter ajudado.

Ajuda teve, com toda a certeza".

Há ainda outra criança desaparecida, um bebé de cerca de um ano e meio, fruto da relação de Ana Grácio com o atual companheiro. Numa tentativa de encontrar o filho, Luís telefonou ao companheiro de Ana Grácio, mas este disse-lhe que desconhecia o paradeiro da mulher e que estava à espera de que ela voltasse.

Inicialmente rejeitava as chamadas, mas depois acabámos por conseguir falar ao telefone. O que ele me disse é que também não sabe do filho dele. O que lhe perguntei foi 'por que é que não fizeste queixa, se não sabes do teu filho?'".

Luís continua desesperado à procura do filho, afirmando não compreender a falta de atitude das autoridades. 

Tento ultrapassar esta situação da melhor forma. A relação que tinha com o meu filho era tudo”, confessa Luís à TVI24.