O cadáver encontrado no domingo nas ribeiras do rio Miño, numa zona de banhos termais, em Ourense, é o da estudante portuguesa que estava desaparecida desde a semana passada, apurou a TVI. Morreu por afogamento.

À agência Lusa, o pai da jorvem confirmou a morte da filha, depois de ter reconhecido o corpo. Jorge Marques disse desconhecer as razões do óbito e disse esperar trasladar o corpo ainda hoje para Portugal, mais especificamente para Ninho do Açor, em Castelo Branco.

A jovem portuguesa, de 21 anos, estava desaparecida em Ourense (Vigo, Galiza), cidade onde estava a fazer um estágio.
 
A mãe da estudante disse na sexta-feira que Sandra Marques estava desaparecida desde 16 de fevereiro à noite, data em que os pais a contactaram pela última vez. 

«Disse-nos que ia jantar a casa de uma colega e que depois falávamos. A partir daí, não sabemos de mais nada», afirmou a mãe da jovem, Maria Marques. 


Fonte oficial da Polícia Nacional espanhola em Ourense confirmou à agência Lusa que decorre desde segunda-feira uma investigação ao desaparecimento de uma jovem portuguesa, da qual se escusou a confirmar o nome. 

A mãe da estudante portuguesa explicou ainda que Sandra Marques estava «um pouco desanimada» e que «queria desistir do estágio» que se encontrava a realizar no âmbito do programa Leonardo DaVinci, numa fundação espanhola. 

A jovem portuguesa estava a viver em Ourense numa casa que partilhava com mais três jovens estudantes espanholas e o regresso a Portugal estava previsto para o dia 25 de março, quando terminava o estágio do Erasmus. 

Sandra Marques tinha concluído a licenciatura em Serviço Social na Escola Superior de Educação (ESE) de Castelo Branco em 2014 e encontrava-se a realizar um estágio Erasmus de seis meses em Ourense. 

Uma prima de Sandra Marques, Ema Miguel, disse também à Lusa que o Instituto Politécnico de Castelo Branco enviou um psicólogo para Ourense para acompanhar os pais e o irmão.