O corpo que foi encontrado este domingo a 3,5 quilómetros a sul da praia do Meco, onde desapareceram cinco jovens, um morreu e outro sobreviveu, está irreconhecível.

«Depois de tantos dias na água, os corpos ficam irreconhecíveis, desfigurados, com ausência de tecidos moles na face e no corpo», informou ao «Diário de Notícias» o diretor da Delegação Sul do Instituto de Medicina Legal, Jorge Costa Santos.

Segundo o mesmo responsável, só os testes de ADN com o cadáver e familiares chegados poderão dar a «confirmação absoluta» da identidade do corpo.

Estes testes deverão demorar duas semanas, mas Jorge Costa Santos admite que, com o Natal e muitos funcionários de férias, o processo poderá atrasar-se.

O diretor do IML explicou que o «deslavamento de pele» impede a colheita de impressões digitais e que os sinais e os dentes ainda podem ajudar, mas só o ADN será definitivo.

As famílias dos jovens desaparecidos deslocaram-se à morgue do hospital de Setúbal, mas acabaram o dia desiludidas. Algumas vão regressar à praia para continuar a acompanhar as buscas.

Apenas se sabe que o cadáver é do sexo feminino. Recorde-se que há quatro raparigas desaparecidas: Catarina Soares, Carina Sanchez, Andreia Revez e Joana Barroso. Há ainda um rapaz desaparecido: Pedro Tito Negrão.



As buscas para encontrar os jovens desaparecidos há uma semana na praia do Meco foram retomadas esta manhã por via terrestre e marítima, adiantou à agência Lusa o comandante do Porto de Setúbal, Lopes da Costa.

«Durante o dia de hoje serão mantidas as buscas terrestres ao longo da praia e ao longo da costa mais a sul estarão empenhados os meios marítimos, a corveta Jacinto Cândido e a lancha de fiscalização Águia, da Marinha», disse.

Contudo, o comandante Lopes da Costa sublinhou que as buscas vão passar a ser integradas nas missões normais da Autoridade Marítima, que vai manter a vigilância e patrulhamento da costa com o objetivo de encontrar os jovens desaparecidos.

«Estamos no nono dia após o acidente e, desta forma, encontramo-nos na 3ª fase da operação de busca. Tivemos uma fase logo a seguir ao acidente e que decorreu nas primeiras horas e primeiros dias na expetativa de ainda encontrarmos sobreviventes, seguiu-se uma segunda fase em que foram mantidas buscas intensas e, neste momento, vamos entrar na 3ª fase, a de integração nas missões normais da autoridade marítima», explicou.