A falta de material para tratamentos dentários no Hospital de São José, em Lisboa, levou à suspensão de alguns tratamentos e ao reembolso das taxas moderadoras cobradas aos utentes que ficaram com os cuidados interrompidos, segundo fontes hospitalares.

A denúncia partiu de uma funcionária hospitalar, que não quis ser identificada, mas a situação acabou por ser confirmada à Lusa pela administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), ao qual pertence o Hospital de São José.

O CHLC confirmou à Lusa que, «pontualmente, tem havido alguns constrangimentos na reposição de stock devido a questões procedimentais, o que tem gerado algumas disfunções no normal funcionamento assistencial de estomatologia».

Os procedimentos em causa devem-se a «aplicação das atuais regras que regulamentam a aquisição de materiais», adiantou a unidade hospitalar.

A falta de material estará a impedir tratamentos que, segundo a mesma fonte anónima, são obrigatórios para doentes que vão ser sujeitos a operações como ao coração.

Sobre a devolução das taxas moderadoras aos utentes que ficaram sem o tratamento completo, a administração do CHLC explicou que «sempre que há suspensão de tratamento e que a causa dessa interrupção seja da responsabilidade exclusiva da instituição de saúde que presta os respetivos cuidados, o utente tem direito ao reembolso da taxa moderadora».

A Lusa tentou falar com o responsável pela Estomatologia do Hospital de São José, Francisco Proença, que se recusou a qualquer esclarecimento, remetendo o assunto para o gabinete de comunicação do CHLC.