Um cidadão romeno de 36 anos foi condenado esta quarta-feira - em primeira instância, passível de recurso - no Tribunal de Portimão a 25 anos de prisão efetiva, pelo crime de homicídio da jovem Bruna Nunes, que foi assassinada a 11 de dezembro de 2014, em Aljezur, no Algarve.

O coletivo de juízes condenou Mihai Oprea à pena máxima, num cúmulo jurídico, pelos crimes de homicídio qualificado (pena de 19 anos), rapto (quatro anos), violação consumada (oito anos) e profanação de cadáver (um ano).

Mihai Oprea foi também condenado ao pagamento de uma indemnização de 110 mil euros à família da vítima.

O arguido estava acusado pelo Ministério Público dos crimes de homicídio qualificado, rapto, violação tentada, coação sexual e profanação do cadáver da sua enteada, Bruna Nunes, de 17 anos, factos ocorridos em dezembro de 2014, na zona de Palazim, no concelho de Aljezur.

O tribunal entendeu alterar o crime na forma de violação tentada para violação consumada, tendo dado como provados quatro dos cinco crimes praticados pelo homem, à exceção do crime de coação sexual.

“Agiu de forma livre e consciente"

Segundo o acórdão, o arguido “agiu de forma livre e consciente, contra a vontade da vítima”, num quadro de extrema violência física.

Após ter raptado, atado e matado a sua enteada, desferindo-lhe golpes na cabeça com um objeto contundente, o padrasto escondeu o corpo, tentado apagar os vestígios do crime, fugindo depois para a Roménia.

O homem foi detido em janeiro pelas autoridades romenas no âmbito de um mandado de detenção europeu emitido pelo Ministério Público de Lagos, na sequência da investigação desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária.

O detido, que vivia com a mãe da jovem, na freguesia do Rogil (Aljezur) abandonou a residência dois dias depois do desaparecimento da adolescente, que estudava na cidade de Lagos e era atleta de patins em linha.