Confirmam-se as piores expectativas. O «Diário de Notícias» e a «TSF» tiveram acesso a dados do Relatório Anual de Segurança Interna relativo a 2008 e avançam com um aumento de 10,7% da criminalidade violenta, enquanto que a geral subiu 7,5%.

É o maior crescimento da última década, com 421 mil crimes participados às polícias durante o último ano, sendo que os meses de Julho e Agosto foram os meses com mais crimes e mais homicídios. No terceiro trimestre de 2008 os casos mais graves tiveram uma subida de 16,8 por cento, mas registou-se um abrandamento nos últimos três meses.

No primeiro trimestre houve 98788 crimes, no segundo 105.243, no terceiro 112.750 e no último 104.256.

Em todo o caso, regista-se uma subida gradual da criminalidade ao longo da década, atingindo um pico no último ano. Os crimes participados às polícias cresceram 7,5 por cento, ou seja, mais 30 mil crimes do que em 2007. Enquanto que em 1999 foram participados 357902 crimes, no ano passado registaram-se 421037 (mais de 1100 por dia). No que se refere aos crimes graves, há dez anos havia 19188 e em 2008 24313 (número apenas suplantado em 2004 e 2006).

Segundo o «Diário de Notícias», entre os crimes mais graves encontram-se os aumentos brutais dos assaltos a bancos e às bombas de gasolina, praticamente para o dobro. Houve 230 roubos a bancos, contra 108 de 2007 e 468 assaltos a postos de abastecimento de combustível, contra 241 no ano anterior.

Por outro lado, foram assassinadas 143 pessoas em 2008, mais dez que em 2007 (aumentou 7,5% ) e 761 foram agredidas violentamente, mais 99 que no ano anterior (uma subida de 15%).

O Relatório continua a não ser entregue à Assembleia da República e o Ministério da Administração Interna não quer comentar estes dados, porque diz que a promessa é divulgar os dados até final do mês. Para além disso, ainda faltam os dados do Ministério da Educação relativo à Escola Segura.