A empresa sueca IKEA esclareceu que os móveis da gama 'Malm' não estão a ser retirados do mercado, ao contrário do que tem sido noticiado, explicando que em causa está uma campanha de sensibilização a decorrer nos Estados Unidos.

Maria João Franco, responsável do departamento de comunicação da empresa IKEA Portugal, reagia assim, em declarações à Lusa, a notícias sobre a retirada dos móveis da gama 'Malm' na sequência da morte de duas crianças, nos EUA, afirmando que esta foi confundida com uma ação de sensibilização de segurança levada a cabo pela empresa nos Estados Unidos, que vai oferecer aos consumidores norte-americanos um 'kit' para fixar os móveis na parede.

A representante afirmou, ainda, que a IKEA recomenda que todos os móveis devem ser fixos à parede - "o que não acontece nos Estados Unidos" - e que até a própria transportadora que trabalha com a marca o faz, quando realiza serviços de entrega e montagem ao domicílio.

Maria João Franco lembrou também que, em Portugal, estes 'kits' estão disponíveis gratuitamente nas lojas.

A ação de sensibilização norte-americana foi criada em parceria com a Comissão de Segurança dos Produtos de Consumo (CPSC), que referiu hoje à agência francesa de notícias que estes 'kits' são aplicáveis em alguns móveis - entre cómodas e roupeiros - da gama 'Malm', ação que abrange, de momento, cerca de 27 milhões de produtos já vendidos.

A CPSC acrescentou ainda que a empresa IKEA recebeu queixas relativamente à morte de duas crianças com cerca de dois anos de idade, em 2014, provocada pela queda de cómodas suecas que não estavam presas à parede.

"Os consumidores não devem usar as cómodas e roupeiros infantis e para adultos do Ikea com altura superior a 60 e 75 centímetros, respetivamente, a não ser que estejam fixados a uma parede", recomendou a CPSC.