A criança de quatro anos atacada esta terça-feira por um cão de raça Rottweiler em Matosinhos foi transportada para o Hospital de São João, no Porto, e “encontra-se estável”, disse à Lusa uma fonte hospitalar.

De acordo com os bombeiros de Leça do Balio, em Matosinhos, que fizeram o transporte ao hospital, a menina “não corre perigo de vida”.

A criança apresentava ferimentos no couro cabeludo, ombro e numa mão, mas “não estava em estado grave”, de acordo com os bombeiros. Inicialmente, fonte da PSP tinha indicado que a menina estava “praticamente desfigurada”, num “estado muito grave”.

A criança chegou primeiro ao hospital de Pedro Hispano, em Matosinhos, acompanhada da mãe, que também foi atacada pelo animal.

No local, os bombeiros de Leça do Balio prestaram os primeiros socorros e encaminharam as duas vítimas para o Hospital de São João, no Porto.

É uma situação grave, mas [a criança] não corre perigo de vida”, salientou fonte dos bombeiros.

Já a mãe estava ferida sem gravidade no antebraço, indicou.

De acordo com a PSP do Porto, o alerta foi dado pelas 10:00, depois de um grupo de pessoas ter sido atacado por um cão de raça Rotweiller na Rua Padre Manuel Bernarde, em Leça do Balio.

O cão feriu ainda uma terceira pessoa, sem gravidade.

De acordo com a PSP, o cão andaria na via pública sem trela e sem açaime, acompanhado do dono, que, após o ataque, fugiu com o animal.

Cerca das 12:30, fonte oficial do município informou que o dono do cão de raça já havia sido detido pela PSP e que o animal tinha sido recolhido pelo canil municipal.

De acordo com a mesma fonte, o animal tinha "chip" e estava legalizado, mas no momento do ataque não tinha açaime.

Quarta-feira no tribunal

O dono do cão que atacou uma criança e outras pessoas em Matosinhos está a ser ouvido na tarde de terça-feira na esquadra da PSP de São Mamede de Infesta. Será notificado para comparecer na quarta-feira no Tribunal de Matosinhos, segundo fonte da PSP adiantou à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte da PSP do Porto, o homem incorre em crimes de ofensa à integridade física negligente (por não ter o animal devidamente açaimado e com trela), ofensa à integridade física (por agressões ao pai da criança) e omissão do dever de auxílio (por ter abandonado o local após o ataque).