Sindicato vai vigiar situação de operários alojados miseravelmente na Covilhã

Representante da Construção quer evitar que trabalhadores percam emprego ou sejam prejudicados por denunciar a situação em que viviam

Por: Redação / CM    |   13 de Julho de 2012 às 13:24
O presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, compromete-se a acompanhar a situação dos cerca de 50 trabalhadores das obras do centro de dados da Portugal Telecom (PT), na Covilhã, que têm vivido

miseravelmente num armazém sem condições.

O dirigente defende que o dono da obra, a Portugal Telecom (PT), deve expulsar dos trabalhos de construção o subempreiteiro que alojou os operários num sítio sem água nem condições sanitárias.

No entanto, os trabalhadores devem continuar na obra e Albano Ribeiro garantiu que vai estar «vigilante», de modo a garantir que não perdem o emprego, nem sofrem qualquer prejuízo por terem denunciado a situação em que viviam.

Para prevenir situações futuras no setor, defende que «nenhuma empresa deve ganhar concursos públicos se não tiver, no mínimo, metade dos trabalhadores no quadro».

O dirigente sindical falava hoje numa conferência de imprensa em frente às obras de construção do centro de dados da PT, nos terrenos do antigo aeródromo da Covilhã, à entrada da cidade.

Albano Ribeiro reuniu com responsáveis do consórcio Somague/Opway, ao qual a PT entregou a obra, e elogiou a forma como têm disponibilizado espaço e meios com condições para realojar os trabalhadores.

O sindicalista disse estar «satisfeito» com a resposta da Somague, «um parceiro social» com que trabalham «há muitos anos» e com o qual, garante, nunca tiveram problemas.

De acordo com Luís Ferreira, responsável pelo consórcio Opway/Somague, «grande parte» dos operários já saíram do armazém sem condições, na zona industrial do Tortosendo, e os restantes «vão sair até ao final da semana».

O centro de dados da PT tem inauguração prevista até ao final do ano e será um dos maiores do mundo, funcionando como uma «caixa-forte» de dados informáticos de empresas a nível global.
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Covilhã: trabalhadores vivem em condições miseráveis

Covilhã: trabalhadores vivem em condições miseráveis (António José / LUSA) EM CIMA: Covilhã: trabalhadores vivem em condições miseráveis (António José / LUSA)

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