Portugal vai receber uma corrida vertical. É no dia 5 de março, em Quarteira. Tem menos de um mês para se preparar. Podem participar pessoas que estejam em boa condição física e tenham mais de 16 anos.

A cidade algarvia vai ser palco da primeira corrida vertical portuguesa num edifício de habitação com 20 andares.

“Neste caso, são 70 metros de altura, com 350 degraus e [o objetivo] é subir o mais rápido possível”, contou à Lusa Marco Pereira, da organização da prova,

 

Pelas 20:00 de 05 de março, grupos de dez atletas passarão a linha de partida, de cinco em cinco minutos, e propõem-se a subir, no menor tempo possível, o edifício conhecido como “Torre 20”, localizado no centro da cidade.

O truque para chegar ao fim

A marchadora Catarina Marques (19 anos) e o atleta de triatlo Igor Guerreiro (31 anos) são dois dos participantes confirmados para esta prova, que apresenta desafios diferentes a ambos por via das modalidades que praticam.

O “truque” para conseguir completar a prova, segundo aqueles atletas, passa por saber dosear a força, a técnica, a resistência física e psicológica.

“É uma prova diferente que nunca fiz. Só faço provas planas, em estrada ou em pista e, então, acho que vai ser uma boa experiência”, comentou Catarina Marques.

Igor Guerreiro foi um dos 50 participantes da primeira corrida vertical organizada no verão de 2015 pela Free Challenge – Associação Desportiva e Sociocultural na escadaria com 30 metros de altura de uma estrutura do parque aquático daquele concelho.

“É um ambiente completamente diferente de uma prova normal ou de um corta-mato”, admitiu o atleta, observando que a corrida vertical é muito rápida e não dá tempo para o atleta se ambientar e ganhar ritmo.

Marco Pereira contou que, em determinado momento do percurso, os degraus parecem transformar-se em rampas aos olhos dos atletas e vão surgir dificuldades de coordenação aliadas ao cansaço, o que obriga a saber gerir a energia e a técnica.

Apesar de a prova decorrer no interior do prédio, o público pode acompanhar através da transmissão em direto em ecrãs gigantes, que vão ser colocados na rua.

Alguns dos mais emblemáticos arranha-céus do mundo já receberam corridas verticais, como é o caso do Empire State Building, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, ou do edifício Taipei, na China, recorda a Lusa.