O presidente do INEM pediu esta segunda-feira a deputados do PS que seja criado um regime de exceção na contratação de técnicos para atenuar a atual falta de recursos humanos na resposta a casos de emergência médica.

Esta posição, segundo a deputada socialista e presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Maria Antónia Almeida Santos, foi transmitida pelo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Paulo Campos, durante uma visita que um grupo de deputados do PS eleitos pelo círculo de Lisboa efetuou a esta entidade e ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

Em declarações à agência Lusa, Maria Antónia Almeida Santos referiu que o INEM, apesar de ser uma entidade com autonomia financeira e administrativa, «não consegue contratar mais técnicos por causa do espartilho colocado pelo Ministério das Finanças».

Numa visita em que esteve acompanhada pelos deputados Rui Paulo Figueiredo, Pedro Farmhouse e Ramos Preto, a dirigente socialista concluiu estar a existir «uma degradação das condições de funcionamento do INEM».

«No final de 2014, o tempo médio de resposta a chamadas 112 era de 14 segundos, mas agora duplicou - um indicador que traduz a falta de recursos humanos. As chamadas de emergência cresceram cinco por cento, mas não há técnicos suficientes para as atender.»


A presidente da Comissão Parlamentar de Saúde criticou também a «falta de planeamento» antes do surto de gripe e considerou estar a assistir-se também «a uma degradação ao nível dos equipamentos, alguns deles já obsoletos».

Maria António Almeida Santos disse ainda que se registaram problemas ao nível do escoamento de doentes para alguns dos hospitais, que tiveram falta de macas disponíveis.

«O INEM teve criar um sistema de pool de macas, emprestando-as aos hospitais», acrescentou a deputada do PS