Produtos como berbequins sem fios, cadeiras auto para bebés ou micro-ondas que são considerados perigosos estão a partir de agora reunidos numa página na internet, uma iniciativa da associação de defesa do consumidor Deco.

Na página alerta-se para a perigosidade de 28 modelos de sete tipos de produtos, os berbequins e as cadeiras e micro-ondas mas também fornos encastráveis, fritadeiras elétricas, salamandras a “pellets” (resíduo de madeira prensado) e termoventiladores.

A Deco Proteste testa anualmente a segurança de muitos produtos à venda no mercado e publicita os resultados mas só a partir desta segunda-feira passou a agrupar a informação numa só página.

A ideia é ter num só sítio este tipo de informação para o consumidor, simplificando a vida do cidadão”, disse à agência Lusa, fonte da associação.

A página estará em permanente atualização, com o acrescento de novos produtos considerados perigosos, ou com a retirada de alertas quando esses produtos deixam de estar à venda ou os problemas detetados forem corrigidos.

Acompanhar resolução de problemas

A iniciativa de criar a página “produtos-perigosos” (dentro da página da DECO na internet) surgiu como resposta a um pedido dos consumidores.

Nessa página, diz a associação, o consumidor pode ver a lista de produtos mas também acompanhar as tentativas das marcas para resolver os problemas detetados.

Quando um produto chumba num teste, avisamos o Rappex - o sistema europeu que reúne informação sobre os produtos perigosos - e o produto passa a ser etiquetado como ´perigoso´ nos nossos testes, podendo as características ser consultadas no ‘site’ por qualquer pessoa”, salienta a Deco.

A associação para a defesa do consumidor chama também a atenção para o aumento do número de produtos vendidos através da internet, alguns deles perigosos. Dois deles são brinquedos, uma boneca e um robô, que podem por em causa a privacidade das crianças, avisa.

A Deco cita dados da Comissão Europeia para lembrar que no ano passado foram precisamente os brinquedos a categoria de produto com maior número de notificações, seguidos pelos veículos a motor e pelo vestuário, têxteis e artigos de moda.