A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Aveiro sugeriu sem êxito que a mulher e o homem apanhados em Ílhavo a conduzir alcoolizados, levando os filhos num dos carros, aceitassem a institucionalização temporária das crianças.

«Os técnicos propuseram que as crianças fossem temporariamente acolhidas numa instituição para que os pais pudessem organizar a sua vida, mas eles não concordaram», disse à agência Lusa fonte da CPCJ de Aveiro.

Segundo a mesma fonte, a família estava sinalizada desde o passado mês de julho pela CPCJ de Aveiro, tendo sido aberto um processo de promoção e proteção que foi entregue em novembro, no Tribunal de Família e Menores da Comarca de Aveiro.

Contactada pela Lusa, a Segurança Social (SS) informou que o casal «não tem processo familiar na SS nem é beneficiário de Rendimento Social de Inserção».

A SS confirmou ainda ter recebido na madrugada do dia 6 de dezembro, através da Linha Nacional de Emergência Social, um pedido da GNR a solicitar o acolhimento para quatro menores ao abrigo da Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo.

O casal com cerca de 30 anos foi detido na madrugada de sábado durante uma operação da GNR, em Ílhavo, no distrito de Aveiro, por condução sob o efeito de álcool.

A mãe, que levava os quatro filhos de cinco e 17 meses e de quatro e oito anos no carro, acusou uma taxa de 2,27 gramas de álcool no sangue.

O pai, que seguia num outro carro, acusou uma taxa de 1,4 gramas de álcool no sangue.

As crianças foram levadas para o Centro de Acolhimento de Emergência Infantil da Cáritas de Aveiro, onde ficarão até decisão do Tribunal de Família e Menores.

Os progenitores vão ser julgados pelo tribunal de Ílhavo, no próximo dia 19, por um crime de condução de veículo em estado de embriaguez.