Um guarda prisional foi condenado, nesta segunda-feira, a seis anos e dez meses de prisão por integrar, com mais cinco pessoas, uma rede que introduzia e vendia haxixe na cadeia de Chaves, onde trabalhava.

Além desta condenação, o guarda prisional, de 43 anos, em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, ficou proibido de exercer esta atividade profissional durante três anos, decidiu o coletivo de juízes do Tribunal de Vila Real.

Dos restantes cinco arguidos, um recluso do estabelecimento prisional, que era quem vendia e distribuía a droga pelos outros presos e que cumpria pena à ordem de outro processo, foi condenado a seis anos de prisão efetiva e, os outros quatro, entre os quais a namorada deste, a penas entre os três e quatro anos e seis meses, suspensas por igual período.

A juíza presidente frisou que o guarda prisional “não respeitou as suas responsabilidades profissionais”.

Pelo menos entre outubro de 2014 e março de 2015, quatro dos seis arguidos “congeminaram e traçaram em conjunto um plano para introduzirem haxixe no Estabelecimento Prisional de Chaves, para daí retirarem todos proveitos económicos”.

E, para executarem o plano, os traficantes de droga valeram-se das “especiais funções” do guarda prisional e da “decorrente facilidade que este tinha em entrar e sair” da cadeia.

O guarda prisional levava “oculto no fardamento de trabalho ou sacos que transportasse produto estupefaciente para o seu interior”, que obtinha através da namorada do recluso, que a comprava a um fornecedor.

No dia da sua detenção pela Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real, que ocorreu no interior do estabelecimento prisional a 10 de março de 2014, o agente tinha na sua posse, no bolso do casaco da farda, “quatro porções de haxixe”.

A investigação da PJ a este caso teve a colaboração da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e da direção do estabelecimento prisional onde o guarda desempenhava funções.