O Tribunal Judicial de Braga condenou  esta terça-feira a 11 anos de prisão o alegado cabecilha de uma rede que se dedicava ao furto de cabos de cobre da Portugal Telecom (PT), em vários concelhos do Minho.

Outros elementos do grupo foram condenados a penas de prisão de oito anos, sete anos e meio e seis anos.

Um sucateiro de Guimarães, acusado de recetação do cobre furtado, foi condenado a uma pena de cinco anos de prisão, com pena suspensa.

Terá de pagar 25 mil euros à PT num prazo de seis meses, ficando ainda proibido de exercer aquela atividade durante dois anos.

Segundo a acusação, deduzida pelo Ministério Público, os furtos ocorreram nos concelhos de Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Fafe, Cabeceiras de Basto e Montalegre, entre maio de 2013 e junho de 2014.

Os factos reportam-se essencialmente ao furto de cabos da rede de telecomunicações da Portugal Telecom (PT), suspensos entre postes em locais ermos.

A PT, assistente no processo, pedia uma indemnização de perto de 68 mil euros, que vai ser paga solidariamente pelos arguidos.

Os furtos de cobre deixaram as populações várias vezes e por diversos dias sem telecomunicações.

Entre os factos, contam-se também assaltos a uma residência e a um estabelecimento de sucata.

O grupo foi desmantelado em junho de 2014, numa operação liderada pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Póvoa de Lanhoso e que se traduziu em nove buscas domiciliárias e uma em sucateira.

Na operação, foram apreendidos 6.350 quilos de fio de cobre e mais de 103 mil euros.

A GNR apreendeu também 11 automóveis, seis motociclos, quatro armas de fogo e uma catana, três televisores, 12 telemóveis, dois computadores, uma motosserra e quatro rebarbadoras para corte de metais.

Entre o material apreendido contam-se ainda 45 discos para rebarbadora, uma máquina de polir, uma máquina para corte de metais, um frigorífico, um esquentador e dois compressores.

Dois dos arguidos no processo foram absolvidos, tendo ainda outros sido condenados a penas de prisão suspensas na sua execução.