A ministra da Justiça admitiu «algumas fragilidades» no sistema informático Citius, mas garantiu que estas são naturais nos primeiros dias do novo mapa judiciário.

«Estamos no arranque. Um sistema informático desta magnitude há de, naturalmente, nestes primeiros dias, revelar algumas fragilidades», afirmou, numa entrevista à RTP Informação.

Segundo Paula Teixeira da Cruz, na noite desta quarta-feira, «só uma única comarca» estava com problemas, «o que não quer dizer que amanhã não possa, surgir aqui e ali».

«A esta hora, os processos que estão distribuídos estão lá, os tribunais estão a funcionar, só há dificuldades de facto de acesso com os processos a distribuir», reforçou.

Paula Teixeira da Cruz recordou já ter dito que a reforma não seria prejudicada «em função de algum percalço que sucedesse» e insistiu que as situações concretas detetadas têm de ser resolvidas.

A ministra considerou «impossível» que os problemas pudessem ter sido resolvidos previamente.

Os problemas que estão a afetar o acesso à plataforma informática Citius motivaram queixas por parte da Associação Sindical dos Juízes Portugueses e do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que pediram esta quarta-feira explicações ao ministério, ao terceiro dia da entrada em vigor do novo mapa judiciário.

Na entrevista, Paula Teixeira da Cruz reiterou a intenção de avançar com a proposta que permite que quem exerça responsabilidades parentais sobre menores de 16 anos possa aceder à informação sobre a identificação criminal de pessoas condenadas por crimes sexuais contra menores.

«Para mim é uma questão chave», afirmou, destacando que a taxa de reincidência «é tremenda».