O mês de junho em Portugal continental foi o segundo mais chuvoso dos últimos 18 anos e foi considerado normal em relação à temperatura do ar, segundo o Boletim Climatológico do Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o resumo do Boletim Climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disponível hoje, o mês de junho foi o segundo mais chuvoso desde 2000 (o junho mais chuvoso foi no ano de 2007).

Em relação à temperatura do ar, apesar de o mês ter sido classificado como normal, foi no entanto o 4.º valor da temperatura média (19,52 graus Celsius) mais baixo desde 2000 (depois de 2007, 2013 e 2014).

O valor médio da temperatura máxima do ar (25,17 graus) foi inferior ao normal, sendo o segundo valor mais baixo desde o ano 2000.

Segundo o IPMA, o valor médio da temperatura mínima (13,88 graus) foi superior ao normal.

O Instituto adianta também que durante o mês de junho os valores da temperatura do ar apresentaram algumas variações com três períodos: um frio, um quente e um normal.

Entre os dias 01 e 13 de junho foi registado um período frio com valores da temperatura do ar (média, máxima e mínima) inferiores ao normal.

De 14 a 25 de junho os valores da temperatura média do ar foram muito superiores ao normal, destacando-se a máxima registada no dia 18, com 34,6 graus Celsius.

O IPMA indica ainda que entre 26 e 30 de junho, os valores da temperatura média do ar foram próximos do normal.

“Entre os dias 15 e 25 de junho ocorreu uma onda de calor na região Norte e em alguns locais do Centro com duração entre seis a nove dias”, refere ainda o IPMA.

Mais água nas albufeiras

Trinta e quatro das 60 albufeiras monitorizadas em Portugal continental tinham em junho reservas superiores a 80% do volume total e apenas duas estavam abaixo dos 40%, segundo o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).

De acordo com dados divulgados pelo SNIRH, apenas as albufeiras de Campilhas (32,5) e Monte da Rocha (26%), na bacia do Sado, apresentavam no final de junho disponibilidades hídricas inferiores a 40%.

No final do mês de junho e comparativamente ao último dia do mês de maio verificou-se uma descida do volume armazenado em todas as bacias hidrográficas.

A bacia do Mondego era a que apresentava no final de junho maior disponibilidade de água (90,1%), seguida da do Tejo (88,2%), Guadiana (83,7%), Lima (83,4%) Douro (83,3%), Cávado (80%), Barlavento (74,9%), Ave (67,9%). A bacia do Oeste tinha o número mais baixo (63,2%).

Os armazenamentos de junho de 2018 por bacia hidrográfica apresentam-se superiores às médias de junho (1990/91 a 2016/17), exceto para as bacias das Ribeiras do Oeste, Mira e Ribeiras do Algarve.

A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.