Ao fim de dois dias nas Selvagens e depois de «uma noite tranquila», o Presidente da República partiu esta sexta-feira, do sub-arquipélago rumo a Lisboa, de onde não chegou nenhuma notícia «desagradável» nas últimas horas.

«Foi uma noite tranquila e, por enquanto, não chegou nenhuma notícia desagradável de Lisboa», disse aos jornalistas o Presidente da República cerca das 07:30, depois de ter passado a noite na casa dos vigilantes da natureza na Selvagem Grande.

Garantindo que estava «preparadíssimo para a caminhada» que o levou da casa dos vigilantes, junto ao mar, até ao planalto da Selvagem Grande, o chefe de Estado adiantou que, quando chegar a Lisboa, por volta da hora do almoço, já tem trabalho marcado.

No planalto, Cavaco Silva tinha à sua espera o helicóptero para o levar até ao Funchal, de onde irá partir para Lisboa ao final da manhã.

A acompanhar o chefe de Estado na subida pelas ravinas da Selvagem Grandes esteve o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, que admitiu ter tido algumas dificuldades. «Com as minhas vertigens nem sei como cheguei cá acima. Não posso olhar para a ravina, tenho vertigens. A oposição é que nunca me pôs à beira de um abismo, senão tinha-me calado de vez», gracejou.

O esforço de Alberto João Jardim foi mesmo elogiado pelo Presidente da República, que lembrou que «os políticos têm de estar preparados para ter as costas largas e uma resistência muito grande».

«Felicito-o pela forma extraordinária como subiu sem necessidade de qualquer guindaste», brincou Cavaco Silva em diálogo com o presidente do Governo Regional da Madeira, reconhecendo que «a ravina nalgumas partes é muito a pique» e com os pedregulhos soltos que existem «qualquer pé em falso» pode ser perigoso.

A chegada do Presidente da República a Lisboa, onde continuam a decorrer as reuniões interpartidárias entre PSD, PS e CDS-PP com vista ao «compromisso de salvação naciona» proposto pelo chefe de Estado, está prevista para as 12:25.