A diabetes é a quinta causa de morte em Portugal. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, relativos a 2013, as doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas ocuparam esse lugar nas estatísticas, sendo que a diabetes representou cerca de 80% dos óbitos.

Em concreto, 5.773 pessoas morreram no ano passado, vítimas dessas doenças, que representam 5,4% do total de falecimentos no país. Três décadas antes, diziam respeito a 1,6% do total de mortes, acrescenta o relatório, que é citado pela Lusa.

Também em 2013, a diabetes mellitus esteve na origem de 4,3% das mortes, ou seja, cerca de 80% dos óbitos por doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas. Ao certo, morreram devido à diabetes 4.546 mil pessoas, 58% das quais eram mulheres (2.636 óbitos).

Perderam-se, também, 4.683 anos potenciais de vida devido a esta doença, numa média de 7,9 anos de vida, tendo em conta os óbitos de pessoas com menos de 70 anos (595 pessoas). Os anos potenciais de vida perdidos são um indicador da perda que as mortes prematuras representam para a sociedade, refletindo o número de anos perdidos pelas pessoas que morrem antes dos 70 anos.

O Alentejo e a Região Autónoma dos Açores foram as regiões mais afetadas, com mais de 60 óbitos por 100 mil habitantes, com destaque para as mulheres (mais de 80 óbitos por 100 mil habitantes).

O número total de óbitos por diabetes mellitus mais do que duplicou entre 1983 (1.237 óbitos) e 2013 (4.546 óbitos), registando-se um crescimento médio anual de 4,4% nesse período.

O INE destaca que, em proporção, morre-se mais de diabetes mellitus em Portugal do que na União Europeia.