O corpo do menino, de oito anos e que morreu na segunda-feira, em Castro Verde, foi hoje autopsiado por ordem do Ministério Público, ao qual serão enviados os resultados, após a conclusão de exames complementares pedidos.

Fonte ligada ao processo adiantou à agência Lusa que, após a autópsia, realizada hoje de manhã no Gabinete Médico-Legal e Forense do Baixo Alentejo, no hospital de Beja, o corpo do menino foi entregue à família e foram pedidos exames complementares.

Segundo a mesma fonte, os exames complementares vão ser efetuados na Delegação do Sul do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), em Lisboa, e os resultados finais serão enviados para o Ministério Público.

A GNR, autoridade que começou a investigar o caso, já enviou ao Ministério Público «todos os elementos» das investigações que já fez, incluindo «as questões relacionadas com a peritagem feita à viatura», onde o menino apareceu inanimado, disse hoje à Lusa o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, Joaquim Lourenço.

Segundo o oficial, com base nos resultados das investigações da GNR, da autópsia e dos exames complementares, compete ao Ministério Público determinar que autoridade, GNR ou Polícia Judiciária, irá continuar as investigações ao caso.

Após uma viagem de férias ao estrangeiro, o menino, os pais e um irmão chegaram na segunda-feira de carro a casa, em Castro Verde, cerca das 13:30, tendo, segundo a GNR, «todos saído» da viatura.

Mais tarde, enquanto os pais descansavam, o menino terá pedido para ir ao carro buscar uma consola portátil de jogos.

Devido à demora do menino em regressar a casa, o irmão, cerca das 17:00, deslocou-se ao carro, onde encontrou o irmão inanimado.

O menino foi transportado para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Castro Verde, onde morreu.

A operação de socorro ao menino mobilizou a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Beja, uma viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV) e uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde.