Por: Redacção / CLC/JF | 3- 9- 2010 11: 42
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O colectivo de juízes do processo Casa Pia interrompeu ao início da tarde, pelas 13:08, a leitura do resumo da sentença
para um período de almoço. O tribunal já como provados factos relativamente a todos os sete arguidos e considerou que os arguidos agiram
conscientes do prejuízo para as vítimas.
No caso de Carlos Cruz, o tribunal deu como provado o abuso sexual
a dois menores ocorrido em Lisboa, no prédio da Avenida das Forças Armadas. Ainda relativamente a este arguido, o colectivo
de juízes considerou ainda provado o pagamento a Carlos Silvino para fornecimento de menores. Pelos menos, cinco dos
crimes contra Carlos Cruz já foram dados como provados.
Veja aqui os vídeos do dia: as declarações, o aparato policial e a reacção dos arguidos
O
colectivo presidido por Ana Peres, coadjuvada por Lopes Barata e Ester Santos, está a proferir a decisão sobre a inocência
ou culpa dos sete arguidos, acusados de crimes de abuso sexual, acto sexual com adolescente e lenocínio, entre outros.
Em
tribunal respondem os arguidos Carlos Silvino, ex-motorista da Casa Pia, o ex-provedor da instituição Manuel Abrantes, o médico
João Ferreira Diniz, o advogado Hugo Marçal, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto e Gertrudes
Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais.
O início da sessão, que decorre no Campus
da Justiça, em Lisboa, estava marcada para as 09:30, mas começou às 10:48. Chega assim ao fim o julgamento do processo Casa
Pia, quase seis anos depois de ter começado.
À chegada a tribunal, alguns arguidos confessaram estar convictos de
que iriam ser condenados. Veja aqui todas as declarações e os vídeos que fazem o filme desta manhã no Campus da Justiça.
Pouco
depois das 12:00 a juíza Ana Peres interrompeu a sessão para um pequeno intervalo. À saída Manuel Abrantes declarou: «Não
estava à espera deste tipo de factos provados», numa primeira reacção.
Carlos Cruz recusou falar aos jornalistas
portugueses, mas, quando questionado por uma repórter estrangeira, afirmou: «Quero começar ou continuar a provar a minha
inocência».
O arguido Hugo Marçal optou por ironizar na sua reacção aos dois factos contra si que foram dado
como provados. «Espero que a opinião pública fique muito satisfeita, que façam festas, promovam jantares como a Dra.
Catalina Pestana fez para as comemorar condenações, divirtam-se», disse aos jornalistas. O advogado criticou esta «forma de
silenciar as pessoas» e considera que «não foi feita justiça». «Só porque eu abri a porta ao Carlos Cruz num sítio onde nunca
na vida estive», garantiu.
A única vítima do processo que aceitou dar a cara também prestou declarações durante o
intervalo e assumiu: «Estou confiante que vão ser condenados» .
Pedro Namora também comentou a leitura da sentença
e descreveu o ambiente na sala de audiências: O banco onde estamos todos até treme.
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