“Pode não haver patologia, pode não haver nenhuma doença para as pernas inchadas. O facto de a pessoa estar muito tempo de pé ou muito tempo sentada, com as pernas paradas, leva a que o sangue não circule com a mesma facilidade. Pela força da gravidade, o sangue tende a cair para os pés e só não o faz habitualmente porque o movimento dos músculos aciona o retorno do sangue (…)”, afirma o especialista.

Mas Vítor Gil alerta que também há circunstâncias patológicas para o problema das pernas inchadas.

 

“Para além das varizes, há doenças ainda mais graves como a insuficiência cardíaca e as doenças renais. Só uma avaliação médica global é que permite saber se realmente é uma coisa banal, normal, ou se há uma doença por trás. Portanto, é necessário excluir patologias”, sublinha.

Excluídas as patologias que podem provocar pernas inchadas, há depois alguns cuidados a ter, acrescenta o especialista, para aliviar os sintomas e proporcionar bem-estar.

 

- Andar a pé. É uma terapêutica universal e que aqui funciona muito bem, porque o andar facilita a circulação de retorno. Desde que a pessoa tenha condições de mobilidade suficiente, este é um conselho que se deve dar.

 

- Perder peso. O peso excessivo é uma condição que facilita imenso o aparecimento de edemas. Quem tem peso excessivo tem maior probabilidade de sofrer de pernas inchadas

 

- Elevar as pernas. Quando se está sentado a ler ou a ver televisão, procurar não estar com as pernas caídas, mas sim com as pernas levantadas em cima de um banquinho. Isto faz com que as pernas não inchem tanto.

 

- Meias elásticas. Em circunstâncias mais evoluídas é necessário o recurso a meias elásticas. Aqui, o único problema é que as meias elásticas com o calor no Verão são extremamente desagradáveis.

 

Cuidado ainda com a exposição prolongada ao sol.

“O sol é uma fonte de calor, de radiação, (…) e a dilatação dos vasos sanguíneos acontece quando estamos ao sol. O sol facilita os tais inchaços das pernas”, remata o especialista.