O cancro da próstata é a segunda causa de morte entre os homens na sociedade ocidental mas tem uma taxa de cura de 85% quando detetado precocemente. Em Portugal, a doença atinge quase 4 mil homens por ano e 1.800 não sobrevivem.
 
Na semana das doenças da próstata, a Associação Portuguesa de Urologia alerta para os fatores de risco como a hereditariedade e a idade, normalmente acima dos 45 anos.
 
A vigilância médica é essencial para prevenir a doença, uma vez que não apresenta sintomas nos momentos iniciais, como explicou o urologista António Matos Pereira, em entrevista na TVI, nesta segunda-feira.
 
"O diagnóstico precoce é a aposta forte que devemos fazer. É fácil e muito eficaz. E não se trata apenas do simples PSA, há também a ecografia e a ressonância magnética", alertou.

"Quando o tumor é diagnosticado precocemente a taxa de cura é elevadíssima. A taxa de incidência do cancro da próstata aumenta exponencialmente com a idade. Em estudos com alguns anos, 80% dos homens com 80 anos tem o tumor da próstata, o que não quer dizer que venham a ter problemas. Porque numa fase inicial não dá sintomas", alertou o clínico.

António Matos Pereira disse também que é preciso desmistificar o receio de realizar exames.

 
"É uma área muito sensível em que o homem se sente violentado, e tem medo e diz que é difícil. Não temos outra alternativa e não é difícil. Quanto mais descontraída a pessoa estiver mais fácil é o exame. É um tabu que deve ser abolido", defendeu.