A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, esta terça-feira, um voto de saudação do Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia e Contra a Discriminação, numa discussão marcada pela retirada da bandeira LGBT dos Paços do Concelho.

O voto apresentado pelo PAN foi aprovado por unanimidade e condena também "todas as formas de violência e discriminação ainda existentes com base na orientação sexual, identidade ou expressão sexual".

O documento prevê ainda o envio da decisão "aos órgãos de soberania, aos partidos políticos e associações ligadas à temática LGBTI" (lésbicas, gays, bissexuais, transgénero e intersexo).

Durante a discussão, a deputada municipal Helena Roseta (que fez questão de falar nesta condição, apesar de ser também presidente da Assembleia Municipal), alertou para o facto de a bandeira arco-íris ter sido retirada dos Paços do Concelho, onde foi hasteada de manhã.

A bandeira foi hasteada mas foi retirada. Hoje é o dia e foi hoje que isto se passou, espero que se possa resolver da melhor maneira possível porque não é um gesto que eu esperava da Câmara Municipal de Lisboa", afirmou a deputada dos Cidadãos por Lisboa (eleita nas listas socialistas).

Em resposta, o presidente do município, Fernando Medina, afirmou que deu "indicações expressas para que a bandeira fosse hasteada" no Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia e Contra a Discriminação, que se comemora hoje.

"Tive indicação de que já lá não estava, mas já dei indicações para que fosse de novo hasteada", referiu o autarca, acrescentando desconhecer a razão que levou à retirada deste símbolo.

A bandeira foi hasteada de manhã e pelas 16:30 ainda não tinha sido reposta, constatou a Lusa no local.

O gabinete de comunicação do município esclareceu, pouco depois das 17:00, que a retirada da bandeira dos Paços do Concelho foi "um lapso”.

Agora a bandeira está hasteada no edifício da Câmara no Campo Grande", acrescentou.

O deputado do Bloco de Esquerda Ricardo Robles aproveitou para registar que "este novo Governo já deu passos importantíssimos em favor de quem escolheu uma orientação sexual diferente da maioria". "A bandeira da comunidade LGBT deve ser levantada todo o ano porque estes direitos devem ser exercidos todos os dias", afirmou.