O diretor regional das Florestas da Madeira, Rocha da Silva, disse à agência Lusa ser «estranho» o aparecimento, numa zona «batida» pela Polícia Florestal «nos últimos dias», da criança que, desde domingo, estava desaparecida na Calheta.

Segundo Rocha da Silva, elementos da Polícia Florestal «bateram nos últimos dias» a zona onde a criança de 18 meses foi hoje encontrada e «o menino não estava lá».

«Aquela zona foi batida pela Polícia Florestal, por elementos que conhecem bem o meio florestal, e a criança não estava lá. Por alguma razão apareceu agora», disse à agência Lusa o diretor regional das Florestas da Madeira.

Rocha da Silva salientou que «o menino foi encontrado pelo levadeiro (profissional responsável pela distribuição de água de rega que é transportada nos pequenos canais que serpenteiam a Madeira), quando este fez a habitual ronda para verificar se havia alguma coisa a obstruir a levada, logo pela manhã».

«Como não havia indícios da sua presença» nos dias anteriores, «é normal que ela tenha sido colocada algum tempo antes», admitiu o diretor regional das Florestas madeirense.

O responsável salientou que «o tempo tem estado muito frio (...), tem chovido quase todos os dias e estamos a falar de uma zona que fica situada acima da cota dos 500 metros de altitude».

Segundo Rocha da Silva, «com estas condições, estes dias todos era difícil a criança sobreviver sozinha e tinha de estar toda encharcada», pelo que considera que todo este caso «é muito estranho».

Este responsável adiantou que os elementos da Polícia Florestal que participam nas buscas «fizeram-no por uma questão cívica» e estiveram atentos nestes últimos três dias.