Vale e azevedo, que ainda esta semana foi condenado a 10 anos de prisão por burla ao Benfica, parece empenhado em mostrar que mudou para melhor. Além de se declarar arrependido dos crimes pelos quais foi condenado, o antigo presidente do Benfica está a ajudar o padre nas missas que são celebradas na prisão da Carregueira.

Longe vão os tempos em que se passeava de Bentley e em que comia e dormia nas zonas mais caras de Londres. O ex-presidente do Benfica parece agora um homem menos dado a luxos e mais atento à espiritualidade.

Não perde as missas de segunda e sexta-feira, as únicas celebradas na prisão da Carregueira, e na semana passada até foi o sacristão das cerimónias. Tudo porque o recluso que limpava a igreja e ajudava o padre foi extraditado, uma experiência que Vale e Azevedo bem conhece. O ex-advogado ofereceu-se então para ajudar: não foi preciso varrer o templo, mas lá fez de sacristão.

O antigo presidente do Benfica diz-se muito arrependido e garantiu mesmo às técnicas de reinserção social que gostaria de indemnizar algumas vítimas. Uma vez em liberdade irá ajudar a mulher nos eventos sociais da quinta e ganhar 20 mil euros por mês.

As intenções de Vale e Azevedo de nada lhe valeram para já. O juiz de execução de penas rejeitou a liberdade condicional, receia que o ex-advogado volte a cair nas malhas do crime. Como se não bastasse, esta semana antigo presidente do Benfica foi novamente condenado: 10 anos de prisão por desviar quatro milhões de euros do Benfica.