O Ministério Público acusou um funcionário da Caixa Geral de Depósitos (CGD) dos crimes de burla qualificada e falsificação de receituário médico, indicou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a PGDL, o arguido, funcionário da CGD desde 1999, obteve «receitas forjadas que aviou em farmácia» para obter a correspondente participação dos serviços sociais da CGD.

A PGDL adianta que os factos ocorreram entre 2009 e novembro de 2011, tendo causado um prejuízo total de 80.756,14 euros.

O arguido obteve ainda onze «atestados médicos forjados com a utilização ilícita de vinhetas de médicos e de papel timbrado de hospitais», refere a PGDL na sua página da internet.

Estes documentos eram utilizados «licitamente como aparentes justificações de faltas ao serviço, recebendo dessa forma o vencimento por inteiro, num total de 62 faltas» durante os dois anos.

O arguido causou «prejuízos ao estado e a terceiros e pôs em causa a credibilidade que deve ser atribuída a estes documentos», indica ainda a PGDL.