Portugal apresenta risco de financiamento de terrorismo e de branqueamentos de capitais, concluiu o relatório do ministério da Justiça para avaliar os riscos de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo. Já no que diz respeito à ameaça do terrorismo separatista ou nacionalista, esta é praticamente nula.

Apesar da ameaça de terrorismo não apresentar um grau “elevado”, o relatório sugere que o país pode ver a ser alvo de "novos desenvolvimentos operacionais, sejam ataques no exterior, sejam a alvos estrangeiros a executar em território nacional".

No que diz respeito ao branqueamento de capital, o grupo de trabalho do ministério da Justiça refere que existe um risco “médio” nos bancos e outras instituições financeiras, enquanto no caso do setor imobiliário em notários a ameaça é considerada “muito alta”.

No que diz respeito aos nos casinos, ao exercício da advocacia e dos solicitadores, o risco de lavagem de dinheiro é “moderado”.

Depois de conhecido o risco, o relatório sugere cinco alterações legislativas: deve ser unificada a moldura penal para o crime de branqueamento, devem ser limitados os movimentos em numerário e os títulos financeiros ao portador, o volume de informação relativo aos beneficiários efetivos de pessoas coletivas deve aumentar e deve ainda ser incentivada a aplicação de regras contabilísticas claras para organizações sem fins lucrativos.