A União de Sindicatos de Braga (USB) vai apresentar uma queixa contra a GNR por «agressões e uso excessivo» de força para «afastar» uma manifestação «ordeira» marcada para o Mosteiro de Tibães, onde está reunido o Grupo de Arraiolos.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da USB, Joaquim Daniel, explicou que os cerca de 50 manifestantes foram «arrastados»do local para onde estava marcada «dentro da legalidade» a concentração para um sítio de forma a serem «escondidos», acusando as forças da GNR de «violarem grosseiramente» a Constituição da República Portuguesa (CRP).

Contactada pela Lusa, fonte do Comando Geral da Guarda confirmou ter havido «alguma tensão e incidentes mas de pouca relevância» entre aquela força policial e os manifestantes.

«Houve uso excessivo, exagerado de força. Esta era uma concentração que estava legalizada e fomos impedidos, arrastados pela GNR para um sítio escondido. Isto é uma violação grosseira da CRP que só se viu antes do 25 de Abril», apontou Joaquim Daniel.

Por isso, garante o sindicalista, «a USB vai formalizar uma queixa contra a GNR».

Segundo Joaquim Daniel, «o que se tentou fazer foi esconder que em Portugal o povo está a ser violentado, que é preciso mudar de políticas e de Governo».

À Lusa, fonte nacional da GNR confirmou o confronto entre manifestantes e força policial.

«Houve alguma tensão, incidentes de pouca relevância. Ao que sei a GNR apenas quis desimpedir a passagem que estava a ser impedida pelos manifestantes», disse.

O Grupo de Arraiolos foi criado em 2003 por Jorge Sampaio e desde essa data junta informalmente, com periodicidade anual, os chefes de Estado de Portugal, Alemanha, Áustria, Eslovénia, Finlândia, Hungria, Itália, Letónia e Polónia - fundamentalmente, sem poderes executivos.