O Director Nacional da PSP, Oliveira Pereira, reconheceu esta sexta-feira que a PSP errou ao ter apreendido cinco exemplares de um livro que reproduz na capa uma pintura de Gustave Courbet mostrando o sexo de uma mulher, em Braga, escreve a Lusa.

«Eu assumo pessoal e profissionalmente, acho que devemos todos assumir os erros que cometemos e, na minha opinião e depois de uma análise, é minha interpretação que errámos e assumimos o erro», disse Oliveira Pereira, em conferência de imprensa após a cerimónia de despedida do contingente da PSP na Missão Internacional de Paz da ONU em Timor-Leste.

À espera do MP

Questionado sobre se está a decorrer alguma investigação para apurar os factos, o director-nacional desta força de segurança respondeu negativamente mas disse aguardar uma resposta do Ministério Público.

«Não está a decorrer nenhuma investigação sobre esse caso. Houve o expediente elaborado no decorrer da apreensão dos livros, foi dada uma ordem para se proceder a um pedido, junto do Ministério Público, para ser anulado todo o expediente entretanto elaborado e agora aguardamos a resposta do Ministério Público», esclareceu.

Interrogado se classifica a operação da PSP de Braga como um excesso, Oliveira Pereira foi claro: «Não entendo por excesso, houve uma interpretação diferente daquela que deveria ter sido tida em conta na altura própria».

A 24 de Fevereiro, a PSP de Braga apreendeu cinco exemplares de um livro, justificando que a exposição dos livros estava a atrair a curiosidade das crianças que brincam na zona - uma área pedonal no centro da cidade - cujos pais se mostravam incomodados com o facto.