O bombeiro de 25 anos da corporação de Miranda do Douro que estava internado no Hospital da Prelada, no Porto, morreu esta sexta-feira, mais de um mês depois do internamento, confirmou à agência Lusa o diretor de comunicação da unidade.

De acordo com Luís Pedro Martins, o bombeiro gravemente ferido no incêndio de Miranda do Douro (distrito de Bragança) do dia 1 de agosto não resistiu às queimaduras de segundo e terceiro grau que lhe afetaram entre 70 a 80% da superfície corporal.

Daniel Falcão acabou por falecer hoje ao início da noite por falência multiorgânica, o que eleva para oito o número de bombeiros que morreram na sequência do combate aos incêndios florestais este ano.

Na terça-feira o hospital informou que o jovem se mantinha numa «situação grave».

Hoje à tarde, mais de um milhar de cidadãos e operacionais de forças de socorro, inclusive de Espanha, assistiram em Valença ao funeral do bombeiro Fernando Manuel Reis, de 50 anos, que morreu na sequência das queimaduras sofridas durante um incêndio em Sanfins, naquele concelho, a 29 de agosto. O bombeiro morreu no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra na quinta-feira.

Um outro bombeiro morreu também esta semana, na terça-feira - Bernardo Cardoso, de 18 anos, da corporação de Carregal do Sal e internado no Hospital da Prelada, não resistiu aos ferimentos que o atingiram num fogo florestal em Tondela em agosto.

Neste verão morreram ainda no combate a incêndios florestais os bombeiros Cátia Pereira Dias (de 21 anos, da corporação de Carregal do Sal, que combateu as chamas em Tondela), Bernardo Figueiredo (23 anos, da corporação do Estoril, em Cascais, também ferido em Tondela), Ana Rita Pereira (24 anos, da corporação de Alcabideche, em Cascais, igualmente ferida em Tondela), André Nuno Ferreira (45 anos, operador de central no quartel dos bombeiros de Miranda do Douro) e Pedro Rodrigues (40 anos, da corporação da Covilhã, que combatia um incêndio no concelho).