O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, considerou esta segunda-feira “suficiente” o dispositivo de combate a incêndios florestais para este ano, sublinhando ser “idêntico” ao de 2015.

O dispositivo é bastante idêntico ao do ano passado. Temos cerca de 10 mil operacionais, mulheres e homens, prontos a todo o momento, e vamos ter também cerca de duas mil viaturas e 47 meios aéreos”, afirmou.

Em declarações à agência Lusa, à margem de uma visita às instalações da base dos meios aéreos da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), no Aeródromo de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, o governante reiterou que o dispositivo para este ano é “suficiente” e que o “mais importante” é a segurança dos bombeiros.

Sobretudo, estamos com uma grande preocupação sobre isso. É na mentalização dos nossos bombeiros, em que o mais importante para nós é a segurança deles mesmos”, disse.

A época de incêndios começa a 15 de maio e termina a 15 de outubro, os meios de combate vão estar disponíveis de forma faseada, estando na sua capacidade máxima entre 1 de julho e 30 de setembro, a chamada “fase Charlie”.

A época mais crítica em incêndios florestais vai contar com 47 meios aéreos, enquanto nas restantes fases são 34 as aeronaves disponíveis, segundo os pontos principais do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), a que a Lusa teve acesso.

No entanto, o DECIF deste ano garante a possibilidade de antecipar em 15 dias a operação dos aviões bombardeios pesados, podendo estas seis aeronaves integrar o dispositivo nos primeiros dias de junho caso seja necessário.

Em 2015, ano em que a severidade meteorológica foi a terceira mais severa dos últimos 16 anos, a ANPC registou 15.505 ocorrências de fogo, que causaram 60.916 hectares de área ardida.

Sobre a continuação dos meios aéreos da ANPC na base de Ponte de Sor, Jorge Gomes assegurou que a estrutura vai “manter-se” no aeródromo alentejano.

A ANPC deslocou no início deste ano, para Santa Comba Dão, três helicópteros B3 para libertar espaço no hangar da base de meios aéreos de Ponte de Sor para proceder à reparação de cinco helicópteros Kamov.

O processo de manutenção dos helicópteros Kamov vai durar cerca de seis a sete meses e, enquanto o mesmo decorre, por questões consideradas “operacionais”, os helicópteros B3 vão manter-se estacionados em Santa Comba Dão.

A base da ANPC mantém-se em Ponte de Sor. Os três helicópteros ligeiros que foram retirados de Ponte de Sor e foram para Santa Comba Dão foram só temporariamente enquanto é feita a reparação dos helicópteros Kamov”, assegurou.