Os dois bombeiros de Miranda do Douro, feridos num incêndio na quinta-feira, estão em estado «muito grave» e com prognóstico «muito reservado», informou esta sexta-feira o diretor da Unidade de Queimados do Hospital da Prelada, no Porto.

Manuel Maia avançou, em conferência de imprensa, que o estado de saúde dos dois bombeiros, de 25 e 45 anos, inspira «muitos cuidados» porque apresentam queimaduras de terceiro grau e um «quadro de disfunção multiorgânica».

Com queimaduras entre os 70 e 90% no corpo, os dois bombeiros estão ligados ao ventilador devido a «complicações respiratórias», disse.

As próximas horas e dias são, na opinião do responsável, «muito importantes».

Um dos homens, com 45 anos, deu entrada no Hospital da Prelada, no Porto, cerca das 03:00, depois de ter sido transferido do Hospital de São João, apresentando «80 a 90%» do corpo queimado.

Também transferido às 05:00 para a Prelada, o bombeiro de 25 anos tem «70 a 80%» da superfície corporal queimada.

No Hospital de São João, explicou o clínico, os bombeiros fizeram uma fasciotomia para «descompressão das queimaduras», mas a «gravidade» do caso obrigou à transferência.

A acompanhar a evolução do estado de saúde dos dois homens estão, na unidade hospitalar, membros da corporação e familiares.

Os dois bombeiros ficaram feridos na quinta-feira, num incêndio em Miranda do Douro, dado como dominado às 19:51, que provocou ferimentos ligeiros a mais três elementos da corporação.

Os bombeiros foram surpreendidos numa mudança brusca de vento e ficaram encurralados no meio do fogo, entre Cicouro e São Martinho de Angeira, junto à fronteira com Espanha, contou à agência Lusa o comandante Luís Martins.

As chamas destruíram também o veículo do dispositivo de combate a incêndios onde os bombeiros se deslocavam, recorda a Lusa.