Morreu o ator e ativista LGBTI António Alves Vieira, anunciou o Bloco de Esquerda, nesta terça-feira.

O militante do Bloco, de 30 anos, morreu no sábado.

O Bloco de Esquerda expressa o seu profundo pesar à família, amigxs, camaradas e a todxs xs ativistas que cruzaram os seus caminhos com o António. A luta pela emancipação fica hoje mais pobre, mas o António servirá como inspiração para os combates do futuro", escreve o partido no seu site, descrevendo António Alves Vieira como "impulsionador da Marcha do Orgulho LGBT do Porto e militante da luta pelos direitos laborais dxs artistas do espetáculo e por uma outra política cultural". 

Nascido no Marco de Canaveses, António Alves Vieira fez o curso de interpretação na Academia Contemporânea do Espetáculo, no Porto, e estudou na Escola Jacques Lecoq, em Paris. Trabalhou como ator em várias companhias de teatro (entre outras, Teatro do Bolhão, o Centro Dramático de Viana/Teatro do Noroeste, Teatro das Beiras, Terra na Boca).

Trabalhou também como produtor e participou em vários filmes, como “A rapariga da máquina de filmar”, e em séries e novelas na televisão. Era formador de teatro, de interpretação e de movimento. Tinha neste momento em mãos o projeto de interpretar um texto escrito pela Regina Guimarães. Além de ator, António Alves Vieira era também poeta, tendo publicado um livro de poemas.

Ativista destacado do movimento LGBTI em Portugal, António Alves Vieira era um militante ativo das Panteras Rosa e um impulsionador da Marcha do Orgulho LGBT do Porto.

Militante do Bloco de Esquerda, teve uma ação intensa em diversos momentos, campanhas e causas políticas, tendo sido, por diversas vezes, candidato pelo Bloco em eleições. Destaca-se o seu papel na participação intensa e insubstituível, por exemplo, na candidatura à Câmara do Porto em 2013 e na campanha presidencial de Marisa Matias, em 2016.